Shanghai: o que fazer em 24 horas na maior cidade do mundo

Shanghai é uma parada super comum para vários destinos na Ásia. Em uma conexão para Singapura tive a chance de passar um dia na cidade, e embora não tenha exatamente me apaixonado por ela, posso dizer que a experiência valeu cada minuto!

Shanghai, que em chinês significa literalmente “sobre o mar”, é diferente de todos os lugares que já tive a chance de visitar. A cidade mais populosa do mundo (!!!), com 24 milhões de habitantes, surpreende com a sua mistura de modernidade e tradicionalismo chinês. Apesar de ser um pólo econômico mundial, não é fácil encontrar pessoas que falem inglês (até mesmo nos hotéis), e o comércio local ainda se sobrepõe às cadeias internacionais em muitos lugares.

Caso tenha algumas horinhas para passar por lá, seguem algumas sugestões do que ver e fazer. Ah, também vale lembrar que brasileiros em trânsito podem pegar um visto de 144 horas diretamente no aeroporto ao chegar.

Para ir do aeroporto ao hotel, peguei o Maglev, um trem magnético que se move a 300km/hora (!!) e faz o trajeto até Pudong em oito minutos. De lá, você pode trocar para o metrô ou pegar um táxi como eu fiz (use a fila oficial, pois existem muitos carros ilegais).

Fiquei hospedada no Atour Light House on the Bund, e de lá segui a pé de manhã para Old City, uma área super tradicional com várias ruazinhas e lojinhas locais:

Fiz a primeira parada do dia no Yu Garden, um pequeno jardim botânico com casas de arquitetura chinesa no meio da cidade:

Segui em direção ao píer (The Bund), de onde se tem a melhor vista da Oriental Pearl Tower, o cartão postal da cidade.

Shanghai é também conhecida pelos altíssimos níveis de poluição no ar, que se tornam visíveis a olho nu, como na foto acima. O aplicativo de tempo do telefone inclusive libera um alerta para a população:

De lá, peguei um ferry para Pudong, uma região mais moderna e onde ficam localizadas várias empresas, a bolsa de valores e os prédios famosos da cidade, como a Jin Mao Tower e a Shanghai Tower – respectivamente à direita e à esquerda na foto abaixo):

Depois de dar uma voltinha, voltei para o outro lado da cidade de metrô, que apesar de ser super cheio, é também bem organizado e fácil de usar.

E tem uma máquina de emprestar guarda-chuva, diga-se de passagem!

Meu próximo destino foi a Nanjing Road, a famosa rua de pedestres de Shanghai e que concentra várias lojas mais internacionais:

Por fim, a última parada do dia foi novamente o the Bund, pois queria ver os prédios iluminados à noite!

Como falei, Shanghai é gigantesca e com muita coisa pra fazer! Esse foi o pedacinho que tive a chance de ver em poucas horas e que recomendo para uma primeira visita à cidade.

Até a próxima! 🙂

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Austin: um final de semana na capital do Texas

Se você tem vontade de conhecer o Texas, Austin é uma excelente opção para se colocar no roteiro. A capital do estado consegue misturar a cultura country texana com um ar mais jovem e moderninho, com várias opções de atividades ao ar livre também.

Apesar da tentativa de fugir do inverno de Nova Iorque ter sido um pouco frustrada, já que estava bem frio em Austin também, pudemos conhecer um outro lado dos Estados Unidos, o que já valeu a viagem.

Ficamos três dias por lá, mas um final de semana é suficiente para conhecer os principais pontos:

  • Downtown

Ficamos hospedados em Downtown, e logo que chegamos fomos dar uma volta pela área. Um lugar super bonito de passear é a orla do Lady Bird Lake, passando pela South Congress Bridge. No verão, a ponte é conhecida pelos morcegos, que costumam sair em bando pelo céu ao entardecer.

LakeEm Downtown, você também encontrará a 6th Street, conhecida pelos seus bares estilo country. De noite a área fica super animada, mas preferimos ir na Rainey Street, outra rua no mesmo estilo mas com bares um pouco melhores e várias food trucks espalhados – esses, aliás, são bem populares na cidade. Paramos para comer e beber no Javelina e adoramos.

  • East Austin

Começamos o dia seguinte indo em direção à East Austin, para checar uma das street arts famosas de Austin, o painel Rhapsody, criado pelo artista John Yancee para celebrar a herança afro-americana do local (e o jazz).

Rhapsody

De lá, pegamos uma bike e fomos para o Capitol. Para quem curte andar de bicicleta, vale super a pena pegar um passe diário da BCycle (USD12) e com vários pontos espalhados pela cidade.

O Texas State Capitol, atual sede do governo do Texas, é um dos principais ícones da cidade é possível vê-lo de várias pontos. A entrada é gratuita, e é possível fazer um tour guiado também.

  • Soco (South Congress Avenue)

Pegamos a bicicleta novamente e cruzamos a ponte em direção ao Soco, sigla para South Congress Avenue, outra região da cidade.

Demos uma volta na rua principal, que tem varias lojinhas legais, e fomos tirar uma foto em outro cartão postal de Austin, o mural Greetings from Austin:

Paramos para comer por perto em um restaurante ao ar livre, chamado Perla’s:

E voltamos para East Austin, onde fechamos a noite em dois bares com música ao vivo, StayGold e WhiteHorse (esse segundo, bem country e tradicional!):

  • Hope Outdoor Gallery

No nosso último dia em Austin, fomos em uma galeria de grafite ao ar livre, a Hope Outdoor Gallery, outro ponto turístico da cidade:

Hope

Até a próxima!

Cidade do México – Parte 5: Dicas de restaurantes e cafés

No campo gastronômico, a Cidade do México não deixa nem um pouco a desejar para outras metrópoles mundiais. A quantidade e qualidade do serviço dos restaurantes de lá me impressionaram bastante, e há também muitas e muitas opções para quem não gosta de comida mexicana. Ainda de bônus, comparado a cidades como São Paulo e Nova Iorque, os preços também são bem melhores.

Os dois amigos que viajaram comigo são foodie de carteirinha, então já fomos pra lá com uma listinha de onde ir. Nesse post, vou falar só dos que achei que valem muito a pena. Apesar de não termos feito reserva em todos, recomendo sempre tentar ir com hora marcada (usamos bastante o OpenTable) pra evitar pegar fila.

  • Azul Condesa

Como o nome sugere, esse restaurante fica no bairro de Condesa (que mencionei no post anterior sobre o México), e é focado em comida mexicana. Além disso, a decoração é lindíssima!

Como estávamos sem reserva e tivemos que esperar um pouco, fomos tomar um drink em um bar do lado chamado LaXampa, que também recomendo.

  • Comedor Jacinta

Localizado no bairro de Polanco, essa é outra ótima opção pra quem gosta de comida mexicana – que vale lembrar, vai muito além de tacos e guacamole!

  • Rosetta

Pra quem não é tão fã da culinária local, essa é uma boa opção em Roma Norte. Mas o que mais vale no Rosetta é a casa lindíssima onde fica localizado.

  • Sartoria

Esse restaurante italiano fica em Roma Norte também e foi inaugurado recentemente. A comida é incrível e mais uma ótima opção não-mexicana.

O Pujol, do chef Enrique Oliveira, é um dos restaurantes mais famosos da cidade e figura na lista da S. Pellegrino dos top 50 restaurantes do mundo! O foco dele são ingredientes mexicanos de vários lugares do país, e caso você possa investir um pouco mais, essa é uma opção que vale muito a pena. Reservamos alguns meses antes (ele está sempre lotado) e escolhemos o menu degustação (USD 100).

  • Astrid y Gastón

Especializado em culinária peruana, esse é outro restaurante que também está na lista dos top 50 do mundo. Ele fica ao lado do Pujol, em Polanco, e é mais acessível e fácil de reservar (marcamos com um dia de antecendência).

  • Café Nin

Ótima opção em Roma Norte para café da manhã ou lanchinho da tarde. Fomos duas vezes e amamos tudo o que pedimos.

  • Ojo de Agua

Pra quem é de São Paulo, o Ojo de Agua lembra um pouco a Frutaria São Paulo, com opções mais saudáveis de comida, e frutas e outras coisas para vender e levar pra casa. Ele tem varias localizações em CDMX.

  • Tierra Garat

Outra opção ótima de café da manhã, o Tierra Garat é uma rede com várias lojas pela cidade. Se gostar de milho, peça o pan de elote, que é incrível!

Até a próxima!:)

Cidade do México – Parte 4: Pirâmides de Teotihuacan e Igreja de Guadalupe

Sempre ouvi muitas coisas boas sobre a Cidade do México, mas um dos principais motivos que me fez planejar a viagem foi a oportunidade de conhecer as Pirâmides de Teotihuacan (que se pronuncia “Ti-Tiu-á-can”).

Acho o máximo visitar ruínas e pensar que há não tanto tempo atrás comunidades inteiras estavam ali, vivendo uma realidade muito diferente da nossa!

Teotihuacan, que fica a mais ou menos 1 hora de distância de CDMX, foi a maior cidade da América pré-colombiana, com uma população estimada de pelo menos 125.000 pessoas. Acredita-se que Teotihuacan começou a se formar por volta de 100 A.C., mas a sua construção teria continuado até ~250 D.C, e a cidade teria sobrevivido até os séculos 7-8 D.C. Aliás, ela só recebeu o nome atual – que significa “berço dos deuses” – pelos astecas, séculos depois da sua queda. Pra se ter uma ideia da linha do tempo, Teotihuacan existiu quase 1000 anos antes dos astecas chegarem na festa, e até hoje não se sabe ao certo a origem dos seus fundadores.

Contratamos um guia que nos levou de ônibus normal até lá. Se possível, recomendo contratar uma excursão com ônibus fechado.:)

A avenida central da cidade é chamada de Calzada de los Muertos, e no seu corredor há várias esculturas e pinturas.

Em uma das pontas da avenida está a Piramide del Sol, a maior construção do local. A subida até o topo não é das mais fáceis, mas vale a pena pela vista. Meio-dia é a hora de pico, pois acredita-se que estar lá no topo nessa hora é uma boa forma de recarregar suas energias, então tente subir um pouco antes desse horário.

Do outro lado da avenida, está a Piramide de la Luna. A subida é um pouco mais fácil e vale muito a pena também!

Ao sair das Pirâmides, fomos na Basílica de Santa María de Guadalupe, que fica no meio do caminho entre Teotihuacan e CDMX.

O santuário mais visitado da América é um complexo com várias construções, e estava lotado de gente. Abaixo, a basílica antiga, do início do século XVIII, e a praça central.

Passeios aprovados e recomendados (principalmente o das pirâmides) para qualquer um que esteja de passagem pela Cidade do México!

Até a próxima! 🙂

Cidade do México – Parte 3: Centro Histórico

Para quem gosta de história, a Cidade do México é um ótimo destino. No seu Centro Histórico especificamente, tem tanta coisa pra ver, que vale a pena se planejar para passar um dia inteiro por lá, como fizemos em um dos dias da viagem.

Logo de manhã, descemos de Roma Norte pelo Paseo de la Reforma, uma das principais avenidas da cidade e que dá direto no centro. A avenida é super bonita e vale a pena a caminhada. Começamos parando no Monumento a la Revolución, uma construção enorme que foi inicialmente projetada para ser o Palácio Legislativo do país durante o governo de Porfirio Díaz. Quando ele caiu, o novo governo decidiu dar continuidade à obra, que acabou se tornando um símbolo da Revolução de 1910, servindo atualmente de mausoléu para os seus heróis .

Monumento

A alguns minutos a pé do monumento, está o Museo Mural Diego Rivera (a entrada + permissão para foto custa ~USD2). O museu é bem pequeno e a sua principal obra é o Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central, um grande mural que representa o próprio autor quando criança, passeando na Alameda Central acompanhado de 150 personagens emblemáticos dos 400 anos da história do México.

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Ao sair do museu, passamos pela Casa de los Azulejos, um palácio do século XVIII cuja fachada foi construída com azulejos brancos e azuis da cidade de Puebla (outro ponto conhecido, mas que não tivemos a chance de visitar dessa vez). Atualmente a casa abriga um restaurante.

 

Seguimos então em direção ao Palácio de Bellas Artes (lindo!), que também abriga algumas exposições de artistas mexicanos, mas a fila estava tão grande que desistimos e entramos apenas no saguão de entrada (gratuito) para checar a arquitetura interna.

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Do lado de fora do Palácio é possível também ver outro ponto importante da cidade, a Torre Latinoamericana. O prédio foi o primeiro skyscraper construído em terras sísmicas, tendo sobrevivido inclusive ao terremoto de 1985! Não chegamos a entrar nele, mas atualmente ele abriga alguns escritórios, bem como um observatório, duas transmissoras de rádio e um museu.

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Continuamos a caminhada em direção ao Zócalo ou Plaza de la Constitución, a praça central (e muito movimentada) de CDMX e antigo centro cerimonial da cidade asteca Tenochtitlan (aka México-Tenochtitlan). Ao seu redor, você encontrará a Catedral Metropolitana, a maior das Américas!

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Em volta do lado do Zócalo, está também o Palacio Nacional (entrada gratuita), sede do poder executivo federal e que também abriga diversos murais de Diego Rivera.

Palacio Nacional

Como tínhamos tempo, acabamos deixando o último lugar que queríamos visitar, o Templo Mayor (entrada ~USD3,5), para o dia seguinte. O templo foi um dos principais da capital asteca Tenochtitlan e, além das ruínas, há também um museu que conta mais da sua história.

Templo Mayor

Se você tem pouco tempo na cidade, esse é com certeza um passeio indispensável para entender um pouco mais sobre a história e cultura do país e da Cidade do México! 🙂

Cidade do México – Parte 2: Museu Frida Kahlo, Coyoacán e Xochimilco

Um dos lugares que mais gostei de visitar na Cidade do México foi o Museu Frida Kahlo. A artista, que se tornou um grande símbolo do feminismo, usou o seu trabalho para explorar questões importantes para a sociedade mexicana, sendo também responsável por despertar um maior interesse internacional pelo México. Como se não bastasse, Frida fez tudo isso tendo que lidar com problemas de saúde decorrentes da pólio que teve quando criança e de um acidente de carro que sofreu com 18 anos e que a fez perder uma perna alguns anos depois. Foi muito legal conhecer um pouco mais da sua história de ativismo e superação!


A entrada para o museu custa ~USD 10. A fila para entrar é sempre enorme, então é recomendável comprar o ingresso online pelo site.

Ao sair de lá, resolvemos passear pelo bairro de Coyoacán, onde fica o museu. A região é super fofa e com uma vibe mais antiga e bem diferente da de Roma Norte/Condesa/Polanco. Almoçamos perto de uma pracinha central (praças e estátuas, aliás são um ponto forte da cidade – todos que vimos muito bem conservados, diga-se de passagem):

Nossa última parada do dia foram os canais de Xochimilco, famosos por seus barquinhos coloridos. A região fica um pouco afastada da cidade, mas relativamente perto de Coyoacán, então muita gente resolve combinar os dois pontos.

Ao chegar em um dos pontos para pegar o barco, fomos informados que o passeio custaria 500 pesos por pessoa (~USD 25). Achamos um pouco caro comparado ao que vínhamos pagando até então, mas me lembrava de ter visto esse valor em algum lugar, então aceitamos e fomos. Durante a travessia resolvi checar o site oficial de Xochimilco de novo, onde descobri que o preço oficial é de 500 pesos por barco! Para nossa sorte, íamos pagar no final, então já cheguei com o dinheiro certinho e quando insistiram que era por pessoa, falamos que vimos a informação oficial e fomos embora. Logo que entramos no Uber, a motorista confirmou que esse golpe acontece bastante e que estávamos certos.

Apesar de ser considerado um ponto forte da cidade, não achei o passeio nada de mais. Mas para ser justa, os barquinhos são bonitinhos e renderam ótimas fotos. Recomendo ir lá apenas se você tiver muito tempo livre na cidade.

Até a próxima! 🙂

Cidade do México – Parte 1: Roma Norte, Condesa, Bosque de Chapultepec, Museu de Antropologia e Museu Soumaya

Com mais de 20 milhões de habitantes na sua região metropolitana, a Cidade do México impressiona não só pelo seu tamanho – a realmente perder de vista pela janela do avião – como também pela enorme quantidade de programas culturais e de gastronomia.

Decidi passar a virada do ano lá com dois amigos e, depois de um pouco de pesquisa, optamos por nos hospedar em Roma Norte, uma região central, segura e com várias lojinhas e restaurantes por perto (assim como as suas vizinhas, Condesa e Zona Rosa).

Depois de já ter morado em São Paulo por quase 3 anos, a comparação entre as duas metrópoles foi inevitável. Os bairros mais elegantes de CDMX, como Polanco, lembram muito as áreas nobres de São Paulo — e o mesmo vale para as regiões mais simples da cidade. No quesito segurança, apesar de não termos passado por nenhum perrengue, é sempre bom ficar de olho (pra quem cresceu no Rio como eu, nada além do normal).

Como fizemos muita coisa por lá, resolvi dividi as dicas em partes, começando pelas principais sugestões na área perto de onde ficamos. Assim que chegamos, em um sábado à tarde, fomos dar uma voltinha pela região de Roma Norte e Condesa, onde paramos para jantar e fechar a noite com o famoso churro El Moro (existem vários pela cidade):

El Moro

Começamos o domingo cedo, indo direto para o Paseo de la Reforma onde andamos até o Bosque de Chapultepec. No caminho pelo Paseo, passamos também pela estátua do Angél de la Independencia, construída no início do século passado para celebrar os 100 anos do início da guerra da independência do México. Era dia 31 de dezembro, e eles montaram um palco para um show e para a contagem regressiva. Voltamos na virada pra lá, onde vimos uma breve queima de fogos (#NinguémSuperaCopacabana).

El Angel

Na ponta do Paseo, está o lindíssimo Bosque de Chapultepec, um dos maiores parques urbanos do Hemisfério Ocidental, onde fica o Castelo de Chapultepec – ex-muitas coisas e atualmente um museu. Por lá, você também encontrará o Museu Nacional de Antropologia – o maior e mais visitado museu do México! A entrada para o museu custa menos de USD 3 e vale super a pena.

CASTELO


Ao sairmos do museu fomos dar uma volta em Polanco, por onde passamos rapidamente pelo Antara Shopping, fechando o dia no Museu Soumaya (de entrada gratuita), cujo fundador é ninguém menos que Carlos Slim – aka ex-homem mais rico do mundo, mas ainda muito rico. Particularmente, gostei mais da arquitetura externa e interna do museu do que do acervo de fato, então recomendo pelo menos passar por fora e checar o prédio super moderno:

Soumaya

Outras dicas gerais:

Transporte: Uber é a melhor opção custo benefício na minha opinião. Além de ser super barato (pagamos USD 12 do aeroporto ao Air BnB em Roma Norte), é também a opção mais segura (fomos alertados a tomar cuidado com taxis, já que nem todos são credenciados).

Dinheiro: Restaurantes e museus normalmente aceitam cartão, mas muitas lojas menores só trabalham com dinheiro, então é recomendável sempre levar um pouco com você.

Gorjetas: são opcionais, mas recomendáveis (entre 10-15%).

Até a próxima! 🙂

5 lugares para se visitar em Toronto

Toronto está a um pulo de Nova Iorque – mais precisamente a 1 hora e meia de avião – tornando-se um destino perfeito para um bate e volta de final de semana.

A maior cidade do Canadá frequentemente figura em rankings de melhores do mundo para se viver, conseguindo combinar a dinâmica de uma grande metrópole (com seus quase 3 milhões de habitantes!) à segurança e tranquilidade de uma cidade de médio porte.

Assim como Nova Iorque, Toronto é super cosmopolita, e pude notar uma leve semelhança entre as duas cidades. Coincidência ou não, muitas séries de TV que se passam em NYC são filmadas por lá devido aos custos de produção mais baixos (um amigo que mora em Toronto me disse que é comum ver taxis amarelos pelas ruas e, quando isso acontece, é porque alguma filmagem está acontecendo – então fique de olho!:)).

Caso tenha algumas horas (ou dias) pela cidade, aqui vão algumas sugestões do que fazer:

 

  • Kensington Market & Graffiti Alley

Esse pequeno bairro formado por alguns quarteirões é a área hipster da cidade, e suas ruas são recheadas de lojinhas, restaurantes e bares animados. Na volta, passamos também pelo Graffiti Alley – um conjunto de ruas que exibe várias obras de graffiti.

Graffiti

A construção de 553m foi durante muito tempo a maior torre free-standing do mundo, tendo sido recentemente ultrapassada pela Tokyo Skytree e pela Canton Tower. Para ser sincera, a forma como as paredes de vidro foram construídas atrapalharam um pouco a vista, e o ingresso não foi dos mais baratos (CAD 36)… Maaas como a torre é o símbolo de Toronto resolvemos subir mesmo assim.

A Casa Loma é uma construção do início do século XX que teve como objetivo servir de moradia para o financier/soldado canadense Henry Pellatt.

Atualmente a casa é um museu, mas a visita já vale a pena pelo seu exterior e jardins lindíssimos, que já serviram de cenário para filmes e programas de TV. Como ela fica um pouco afastada do centro da cidade, optamos por ir de Uber, mas também é possível pegar o transporte público até lá.

Casa Loma

  • Niagara Falls

Apesar de não ser exatamente em Toronto, a visita à Niagara Falls é super fácil de se fazer de lá. Compramos uma passagem da Megabus, que saiu por aproximadamente CAD130 ida e volta. O trajeto leva umas 2 horas, e o ônibus te deixa no Niagara Falls Bus Terminal. De lá pras Cataratas são mais uns 10 minutinhos de taxi.

Apesar de nos referirmos à Niagara como uma única cachoeira, ela é, na verdade, a combinação de três, que ficam bem na fronteira entre os EUA e o Canadá (dizem que o lado canadense é o mais bonito de se ver). Junto com Iguaçu (que também recomendo!), Niagara está na lista das maiores cataratas do mundo, mas Iguaçu ganha no quesito maior queda-d’água em volume do mundo.

 

  • The Path

Toronto é também muito conhecida pelo frio, o que fez com que a cidade tenha desenvolvido uma super infraestrutura para sobreviver aos dígitos negativos no termômetro. O The Path é uma rede subterrânea de túneis com mais de 30 quilômetros que conecta a parte central de Toronto, sendo atualmente o maior complexo de shopping subterrâneo do mundo! O mais legal é que ele é realmente uma reprodução das ruas, com placas e sinalizações que te ajudam a saber onde você está. Assim, para quem mora e trabalha nos lugares cobertos pelo The Path, sair na rua durante frio não é necessário.

 

 

Até a próxima! 🙂

Montreal em um final de semana

Quando fui para o Canadá pela primeira vez em um intercâmbio, há dez anos, fiquei impressionada com a alta concentração de pessoas simpáticas por metro quadrado que existe por lá. Em um final de semana de outubro deste ano, aproveitei a proximidade de Nova Iorque e fui novamente visitar – desta vez, para conhecer Montreal – e não só a primeira impressão que tive há tanto tempo foi confirmada (os canadenses continuam muito gente boa) como tive a oportunidade de conhecer um outro lado desse país bilíngue e multicultural. Apesar do seu ar de cidade pequena, Montreal possui quase 2 milhões de habitantes, sendo atualmente o segundo maior município do Canadá (atrás somente de Toronto). A influência francesa é nítida não apenas na língua oficial, como também na arquitetura de Montreal, o que a faz parecer uma cidade da Europa no meio da América — com um toque um pouco mais moderno. Ficamos hospedados em um Air BnB no centro histórico – localização perfeita para fazer tudo a pé, e aqui vão os meus highlights:

  • Vieux-Port de Montreal

Assim que chegamos, fomos dar uma volta no Vieux-Port. O porto, cuja construção data do início do século XVII, foi renovado no início dos anos 90, e hoje é uma área histórica e recreacional. O porto também fica próximo ao Bonsecours Market, um mercado localizado em um prédio histórico e que opera há mais de 100 anos.

  • Basílica de Notre-Dame

Impossível passar batido pela basílica localizada em frente à Place d’Armes, que lembra muito a Notre-Dame de Paris. Nas três vezes que tentamos entrar, havia fila, então vá preparado.

  • Chalet du Mont Royal e Parque Mont Royal

Localizado dentro do lindíssimo parque Mont Royal, o Chalet de Mont Royal é uma construção relativamente nova, de 1932, e serve atualmente como local de eventos. O mais interessante do lugar, entretanto, é a vista da cidade que você tem de lá. Vale a subidinha com certeza!

  • Île Sainte-Hélène

No terceiro e último dia na cidade, resolvemos pegar um ferry de ~20 minutos até a ilha de Santa Helena. Por lá ficam localizados o Parque Jean-Drapeau – um lugar lindo de passear e andar de bike (ele tem várias estações de aluguel e os primeiros minutos são gratuitos!) – e também a Biosphere, um museu dedicado ao meio-ambiente, mas que já vale a visita só pela arquitetura externa em forma de globo.

  • Rue Saint-Paul

O centro histórico de Montreal em geral é ótimo para se passear tanto de dia como à noite, mas na Rua Saint-Paul foi onde encontramos a maior quantidade de barzinhos e restaurantes legais.

Logo na semana seguinte, fiz também um bate e volta em Toronto sobre o qual falarei mais no próximo post. Até a próxima!🇨🇦

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