Em busca da Aurora – Islândia parte 2

Uma das minhas grandes motivações em ir para a Islândia foi, sem dúvida, a possibilidade de ver a Aurora Boreal!

Para os leigos e curiosos como eu, aqui vai uma breve explicação sobre o assunto: a Aurora Boreal é resultado de explosões que ocorrem na superfície do Sol (aka “tempestades solares”) e que liberam partículas eletricamente carregadas que viajam no universo. Quando esses pedacinhos se chocam com a atmosfera terrestre (e de outros planetas também) as luzes são produzidas. Algumas partículas são desviadas, enquanto outras interagem com as linhas do campo magnético da Terra — e essas correntes das partículas dentro dos campos magnéticos se dirigem aos pólos.

Aurora

Isso acontece praticamente o tempo todo! Então por que normalmente vemos as luzes durante o inverno?

Basicamente, pras chances de conseguir ver esse fenômeno incrível, você tem que ter a combinação de dois fatores. O primeiro é a atividade da Aurora, que vai medir a densidade e a velocidade das partículas em um determinado dia. O segundo é obviamente um céu escuro e sem nuvens (já que a colisão das partículas com as camadas de ar da Terra acontece acima das nuvens). Como no inverno temos mais horas de escuridão no norte, as chances aumentam muito! E por esse mesmo motivo, é muito difícil observar a Aurora Boreal e Austral (sua irmã do sul) ao mesmo tempo.

Pois bem – Programei a minha ida à Islândia estrategicamente em novembro e, para a minha sorte, peguei os 4 dias com um dos índices de atividade mais altos das últimas semanas! Agora só precisava de um céu sem nuvens e sorte.

Como a movimentação das nuvens é muito inconstante, as empresas que operam o tour só confirmam se ele vai acontecer por volta das 4 da tarde. Mas a boa notícia é que, mesmo se você não conseguir ver no primeiro dia, a maioria das companhias te deixam voltar no dia seguinte sem custo adicional – então se planeje para ficar pelo menos umas 3 noites por lá, e ter mais chances de ver a Aurora.

Muitas vezes é possível ver a Aurora de Rejkyavik, mas por causa das luzes da cidade, pode ser um pouco mais difícil. Então no meu primeiro dia por lá, fiz o tour com um ônibus da Rejkyavik Excursions (e não recomendo). Saímos da cidade e fomos para uma área mais afastada e aberta (a uns 40 minutos de distância). Paramos em um parque e saímos do ônibus. As nuvens e o excesso de pessoas atrapalharam muito, então resolvi fechar um segundo tour no dia seguinte com uma minivan com dez pessoas.

O guia era incrível e felizmente o céu estava bem mais aberto. Quando começamos a sair da capital e desligamos as luzes de dentro da van, começamos a ver algumas luzes no céu. Para completar, estávamos passando em frente a um lago lindo! Paramos o carro e fomos à caça. Não demorou muito para as luzes ficarem mais fortes e coloridas — o verde, que é resultado do choque com o oxigênio é a cor mais comum, mas quando a atividade está muito alta, também conseguimos ver tons de vermelho e roxo, que se formam pelo choque com o nitrogênio. Esquecemos o frio negativo (mas vá bem agasalhado!) e ficamos mais de meia hora tirando incontáveis fotos.

Para a quem interessar, o nome da empresa é Iceland Everywhere (tentem ir com o guia Siggi). O tour durou umas 3 horas e custou ~USD60.

PS: Para conseguir fotografar, você vai precisar de uma câmera com controles manuais e um tripé. Essa foto foi tirada com uma lente 24mm, shutter speed de 15 segundos, aperture 2.8 e ISO 400.

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